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No post de hoje eu gostaria de lhe fazer um pedido: escolha um momento em que estiver só em casa para lê-lo. Fique em completo silêncio e acompanhe a letra com a música de fundo. Escolha ao menos um de seus amigos e compartilhe. Acredite, e só.

Há algum tempo venho refletindo sobre o que é ter orgulho de ser brasileiro e gradativamente ele vem diminuindo. E eis que na reportagem especial no Globo Rural, com Renato Teixeira, sobre a música Romaria, em 08Out2017 (não deixe de clicar no link e assistir, depois), em mais um trabalho espetacular do monstro do jornalismo José Hamilton Ribeiro, essa fagulha se reacende.

Se eu tivesse que escolher o verso mais bonito dessa obra prima, teria muita dificuldade devido à profundidade de cada um que por si só já é uma poesia. Como não escolher “O meu pai foi peão, minha mãe, solidão“? Ou então, “Pra pedir em romaria e prece/ Paz nos desaventos“? Mas o que mais me toca é a simplicidade deste, que deixo como reflexão:

“Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar…”

Mergulhe, sem medo de se afogar!

ROMARIA
(Renato Teixeira)

É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló
Dessa vida cumprida a sol

[Sou caipira, Pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida] bis

O meu pai foi peão, minha mãe, solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi

[Refrão]

Me disseram, porém, que eu viesse aqui
Pra pedir em romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar

[Refrão]bis

Há outras versões gravadas com outros gigantes de nossa MPB (e até internacionais): Elis Regina, Maria Rita, Daniel, etc. Todas maravilhosas. Vale a pena pesquisar.

Obrigado, Renato Teixeira.

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