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Sabe, quando idealizei este texto, pretendia fazer dele uma crônica. Mas uma crônica não traduziria tudo o que quero expor. Então tentei uma descrição. Também não deu certo. Porque por mais rica que seja a Língua Portuguesa, esta não teria os adjetivos necessários para transmitir aos leitores quem é você. Então resolvi brincar com as palavras. Só escrever, sem preocupações com normas e regras.

“As aparência enganam”, velho dito popular. Muitas vezes o utilizei. Mas só depois de te conhecer, pude realmente compreendê-lo. Quando te avistei pela primeira vez (avistar é o verbo correto e não conhecer, pois só fui conjugá-lo algum tempo depois) tive uma impressão errônea. Aos poucos fui te conhecendo e perdendo aquele veredicto da garota antipática de cabelos longos.

Sabe, ao comentar sobre você com as pessoas, segundo elas, meus olhos brilham! Mas, não sabem elas que é o teu reflexo que irradia dos meus olhos.

Uma pessoa assim não é possível que tenha nascido, mas sim inspirada por um poeta e uma poetiza. Você reúne as qualidades que raramente são encontradas numa só pessoa. É linda, e ao mesmo tempo meiga. É o centro das atenções por onde passa, mas faz questão de valorizar os que lhe rodeiam.

Assim como o toque de Midas era mágico, a sua presença também o é, pois ela nos faz perceber o quanto o ser humano é rico espiritualmente, e que num sorriso pode transparecer esta virtude.

Se a vida das pessoas fossem escritas num livro de páginas feitas de elementos da natureza, muitas teriam sua história escrita em páginas de areia. Mas a sua, seria uma exceção. Teria de ser escrita em páginas de rocha, para que ficasse marcada na história da humanidade a sua existência, para que os poetas se inspirassem, para que um dia, quando a esperança deserdasse o coração dos homens, estes ressuscitassem suas forças, ao saberem que você um dia andou por este chão!

Quando estou em sua presença tenho uma sensação estranha. Sinto vontade de sorrir e de chorar ao mesmo tempo. De sorrir porque um dia quando uma criança perguntar-me se as fadas existem, poderei responder com grande convicção que sim. Pois um dia, na minha juventude conheci uma. De chorar, de pensar em um dia poderá não mais esta fada fazer parte do meu conto.

Olha, para finalizar, já que não sou um mago das palavras como foi Drumond, como foi Vinícius e muitos outros, deixarei aqui uma sugestão para que o leitor imagine sua descrição.

Feche os olhos, tire todos os pensamentos de sua mente. Imagine um jardim. Agora um sol a brilhar. E na linha do horizonte, alguém aproximando-se. Um anjo. Um anjo louro!

(Francisco Teodorico)

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