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Sinto-me vazio, sem asas, pois você não compartilha dos meus vôos.
Imagino-me, ao final do dia, caminhando pela rua vazia, você chegando, silenciosamente me chamando. Olho para trás, meu coração se agita… Lá está você, tão linda, meiga e sensual. Nossos olhos fixam-se como hipnose mútua. Uma gota de emoção corre sobre a face, ao mesmo tempo que não resisto e uma também me caminha. Então sorrimos, seus olhos dizem que aceitas “voar” comigo, “voar como uma gaivota, num vôo limpo e bonito”.
Minha felicidade era tão imensa que voei, voei para além das nuvens, cada vez mais, onde só uma gaivota pode chegar. Mas, quando no alto estava, não possuía mais asas. Foi quando acordei, voltei à realidade, e não te senti.
E da altura onde só uma gaivota chega, uma sem asas, caiu…

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