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O PRIMEIRO CARTÃO DE NATAL
(Eduardo Pena)

O artista plástico John Callicor Housley foi o criador do primeiro cartão de Natal que se tem conhecimento, em 1834 na cidade de Londres. Na verdade a ideia foi de Henry Coyle, diretor do British Museum de Londres, que por falta de tempo em escrever para todos os amigos e familiares, contratou os serviços de Housley para confecção dos cartões. Housley então cunhou uma mensagem em meios aos desenhos, que virou refrão universal, hoje em dia sem muita originalidade, e que passou a configurar as repetidas mensagens dos nossos cartões comprados, em série, nas bancas e livrarias: “A Merry Christmas and a Happy New Year to you” – “Um Feliz Natal e feliz ano novo para você”.

Existe um quadro pintado por William Holman Hunt que é fruto de um período em que ele passou de 1870 a 1873 na terra santa. O nome do quadro é “A Sombra da Morte” e representa o interior de uma carpintaria, onde Jesus em pé com os braços abertos ao lado de um cavalete de madeira, acaba proporcionando uma sombra negra na parede em formato de cruz. A ideia do autor é indicar que a cruz seria o futuro de Jesus. Na verdade, a sombra da cruz vem desde o seu nascimento. Jesus nasceu pra cruz. O caminho da manjedoura sempre indicou o monte do Golgota. Isto fecha perfeitamente com a mensagem dos evangelhos, que indica que a cruz não foi um acidente de percurso ou uma conseqüência da fraqueza de Pilatos. A Cruz é a “Hora” que haveria de chegar à vida daquele infante. Ou seja, não é o menino carente e indefeso que salva a todo aquele que crê, mas sim, o homem crucificado e ressuscitado. O “homem de dores” profetizado por Isaías 600 anos antes do ocorrido. É o sangue derramado que purifica os pecados e abre o caminho de retorno ao Pai.

O primeiro Natal da história se deu numa noite iluminada por uma grande estrela que guiou os primeiros convidados atentos às promessas messiânicas e às mudanças no cenário astronômico. Naquela noite, o “artista divino” pintou um quadro muito maior que a simples manjedoura de Belém. Um quadro que se estendia a toda a humanidade, de uma única vez. Jesus, o Verbo encarnado, como o Apostolo João nos apresenta em seu Evangelho, se humanizou. Algo inédito, original e único. Sem precedentes e sem repetições. Algo singular. As esperanças proféticas se cumpriram numa única pessoa. O nascimento de Jesus marca definitivamente os céus e toca a Terra, entrando na história da humanidade.

Diante do quadro do “divino autor”, mais do que admiração, cabe reconhecimento. Mais do que perplexidade, confissão. Mais do que conhecimento, entrega. Mais do que contemplação, adoração. Se assim não for, restará apenas a frase repetida, desgastada e sem vida dos nossos cartões coloridos.

(Fonte: Vida.net)

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