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SANTIDADE DE MARIA

A Igreja Católica, tem sua sustentação em três pilares:

– A Tradição (comunicação dos primeiros cristãos anterior a escritura dos evangelhos, cujo primeiro foi escrito segundo a própria Tradição, no ano 60.)

– As Escrituras

– O Magistério.

A Virgem Maria é a mãe de todos os homens e Mãe dos membros do Corpo Místico de Cristo, leigos e pastores, porque é Mãe de Jesus pela encarnação do Verbo. Foi Deus quem definiu esta verdade e Jesus a confirmou da cruz antes de morrer, oferecendo Sua Mãe, como nossa Mãe, a S. João, o apóstolo amado.

Em nome dos homens, João acolheu como Mãe. A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é um elemento fundamental do culto cristão, cumprindo assim a profecia da própria Virgem, que disse: “Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada”(Lc 1,48).

A Virgem Maria recebeu a graça da justificação antes do batismo e essa graça também foi concedida em termos de predestinação tendo em vista o fato de Maria participar da obra da redenção ao lado do seu filho. O fato de Maria encontrar a graça antes do batismo, foi revelado a ela pelo Arcanjo Gabriel.

Aquela mulher que receberia a fonte de todas as graças em seu ventre não poderia jamais conhecer o pecado.

A Virgem Santíssima que diria “Sim” a Deus e permitiria a redenção humana, recebeu mais méritos e privilégios divinos do que qualquer outra criatura. Foi o único caso de justificação da alma, antes do nascimento. Maria recebeu a graça santificante, antes da ocorrência da contaminação do pecado original e foi destinada a perseverar até o fim. Maria foi preservada de todo tipo de pecado.

Maria é especial, não porque nós católicos a consideramos, Ela é especial porque Deus a fez especial. Tem a mesma carne e o mesmo sangue de Jesus. E o Sangue de Jesus nos redimiu.

Obs.: em hebraico e aramaico não existe uma palavra que defina o termo primos e assim todos que eram da mesma família eram chamados de irmãos.

A VIRGINDADE DE MARIA

Não adianta procurar na Bíblia, devemos levar em consideração a época (tempo) e a linguagem usada na Bíblia.

Jesus Cristo falava o Aramaico, que era uma língua com pouca variedade de palavras. A palavra “irmão” era utilizada também para outros graus de parentesco como primos, sobrinhos ou tios!

Observe as seguintes passagens bíblicas:

“E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque SOMOS IRMÃOS.”
(GN 13,8)

“Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. 15 E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 16 E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, SEU IRMÃO, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo. Lot era sobrinho de Abraão”
(GN 14,14)

“E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai. Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão”
(GN 12)

“Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.”
(Mt 27,56)

Obs.: Maria mãe de Tiago e José, não é nossa senhora mãe de Jesus. Confira comparando com esta passagem com João 19,25:

“E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cléofas e Maria Madalena.”

Outras passagens que podem confirmar o que foi dito até aqui são Marcos 15,40 e João 19,25.

O mais antigo historiador da Igreja (Hegesipo), diz que Cléofas ou Alfeu (Nome aramaico Claphai) era irmão de São José, portando Tiago e José são Primos Jesus. Veja que Maria (Nossa Senhora) não tem nenhum laço de sangue com Maria de Cléofas, mas aparece na Biblia com sua irmã!

Jesus deixa bem claro que diante do Pai não há grau de parentesco! Somos todos Irmãos!

Curiosidade: Nos primeiros anos escolares é costume chamarmos a professora de “Tia”, mas na grande maioria dos casos, ela não têm parentesco com sua mãe ou seu pai!

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