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MARTINHO LUTERO

“Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão freqüentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero).
(Marie Carré, J’ai choisi l’unité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi, Daniel Raffard de Brienne 1983).

“Eu tive até três esposas ao mesmo tempo.” (Lutero).
(Dois meses após ter dito isto, Lutero se casa com uma quarta mulher, uma freira).
(Guy Le Rumeur, La révolte des hommes et l’heure de Marie 1981, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi – Daniel Raffard de Brienne 1983).

“Certamente Deus é grande e poderoso, e bom e misericordioso, e tudo quanto se pode imaginar nesse sentido, mas é estúpido” (Lutero).
(Id. Propos de Tables – no. 963, ed. De Weimar, I , 487).

“Pensais, sem dúvida que o beberrão Cristo, tendo bebido demais na última Ceia, aturdiu os discípulos com vã tagarelice?” (Lutero).
(Funk Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi – 1956 – pg. 135)

“Cristo cometeu adultério pela primeira vez, com a mulher da fonte, de que nos fala S. João. Não se murmurava em torno dele: «Que fêz, então com ela?» Depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Lutero).
(Funk Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi – 1956 – R.J.- Propos de Tables – no. 1472, ed. De Weimar II.107).

Lutero negava a transubstanciação e portanto, a presença real de Cristo na Eucaristia. Uma punhalada certeira no coração da Igreja então vigente, no seu mais precioso dogma. Igualmente se recusava a reconhecer na Missa o idêntico sacrifício da cruz, mas apenas uma comemoração dele, um memorial, pois Jesus, tendo-se oferecido uma vez em sacrifício, não tinha necessidade de repetir esta oferta.

Ora, isto significava um ataque direto ao sacerdócio por ele instituído. Se Senhor Jesus Cristo não estava na eucaristia e a Missa não era um verdadeiro sacrifício, que sentido fazia o sacerdócio ministerial? Suprimindo-se o sacerdócio ministerial, solapava-se a base da hierarquia, fundada justamente sobre o sacerdócio. E suprimindo-se a Igreja como sociedade visível, negavam-se todos os poderes a ela atribuídos, entre os quais o do magistério infalível.

Desta maneira, Lutero, que não morria de amores pelos descendentes de Abrão, acabou promovendo, direta ou indiretamente, outros processos revolucionários, calentados pela revolução talmúdica (Judeus).

Como se recorda, tudo começou quando as 95 teses de Lutero, afixadas na porta da Igreja do castelo de Wittemberg, tiveram sua condenação por parte do Papa. As reações forma tão violentas e generalizadas que convulsionaram a Europa inteira, e Lutero obteve para si o privilégio de ter sido o primeiro, em quinze séculos, a romper a unidade religiosa do Cristianismo.

Sem julgar a sua intenção, devemos reconhecer que os efeitos da sua rebelião foram catastróficos, ultrapassando certamente a tudo quanto ele mesmo podia prever. Negando-se a aceitar a Sagrada Tradição e a autoridade do legítimo Magistério, que sempre foram tidos como duas das três colunas –mestras da Igreja, para ficar somente com a terceira, a Bíblia, e mesmo essa podendo ser interpretada livremente, ao sabor de cada um. Lutero acabou transformando o cristianismo numa religião individual, flutuante, sem coesão e de conceitos doutrinais relativos. Desconsiderando o que a Igreja sempre ensinou pelos seus concílios, seus Papas e os bispos a eles unidos(Tradição), cada crist~]ao fica autorizado a exercer seu direito de interpretar a Bíblia pelo método do livre exame, de acordo com os seus pontos de vista e mesmo seus interesses, na precisa situação social, moral e histórica em que se encontra. E o resultado desta recusa de intermediação de uma instância superior foi um relativismo religioso, uma religião ao gosto de cada um. Ora, tudo isto acabou provocando inadvertidamente a própria dissolução interna do protestantismo que, com o passar dos anos se desarticulou em milhares de seitas, doutrinariamente, disciplinarmente e em matéria moral discordantes entre si.

Infelizmente, as repercussões dessa ruptura não se fizeram repetir apenas no plano religioso, senão que se estenderam também ao filosófico, ao moral, ao político e, em alguns aspectos, até ao econômico (liberalismo).

No encalço do reformador religioso, seguiram-se outros dois que, juntos como escreve Maritain- “dominam o mundo moderno e regem os problemas que o atormentam: Descartes, com seu racionalismo, e Rousseau com seu anti-intelectualismo. Ambos derivados da rebeldia primeira de Lutero”.

O grito de rebelião de Lutero também fez surgir a maçonaria, o enciclopedismo e a proliferação das sociedades secretas em geral, que juntas se lançaram e se lançam até hoje, a preparar a revolução total.

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