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CRIANDO MENINOS (PARTE 2)

(…) vamos discutir nossas percepções sobre o papel essencial do pai. O rompimento da família represnta a maior ameaça a esta geração de meninos. Em qualquer cultura, quando a família se rompe, há uma erosão do bem-estar geral dessa cultura. São os filhos os que mais sofrem nessa crise.

O problema de pais não envolvidos.

Todas as crianças precisam do contato amoroso com seus pais, mas os meninos são os que mais sofrem quando seus pais não estão envolvidos. Sem seus pais, os meninos costumam projetar sobre outras figuras de autoridade sua angústia. Rebelam-se na escola ou a abandonam e podem desenvolver comportamentos delinquentes que os conduzem à prisão. Muitos pais hoje acabam trabalhando muito, são distraídos quanto a, ou desligados de seus filhos, dependentes químicos ou não sabem como lidar com as mudanças de relacionamento que uma separação solicita.

Há dois estágios primários nos quais o envolvimento dos pais é absolutamente crítico para os meninos. O período mais óbvio é no começo da puberdade como muitas mudanças emocionais e hormonais acontecem.

Mas há um outro período, não partilhado pelas meninas, que ocorre mais cedo na infância.

Ainda que na primeira infância o cuidado materno seja fundamental, entre as idades de três a cinco anos, os meninos tendem a se afastar de suas mães a fim de desenvolver uma identidade masculina. Se os pais forem ausentes, abusivos ou não envolvidos com seus filhos durante este período, os meninos não desenvolvem um modelo concreto sobre o que significa ser masculino.

Há um alto risco de comprometimento de sua identidade sexual quando uma influência paterna saudável está ausente neste período.

Quatro papéis tradicionais dos pais

Como definir o que é um “bom homem de família”? Tradicionalmente os pais têm servido em quatro papéis primários.

Primeiro, eles servem como os provedores da família. Apesar de que hoje muitas mães trabalhem fora de casa e em alguns casos ganhem mais que os pais, o pai ainda deve ser o responsável por fazer com que as necessidades financeiras sejam atendidas.

Segundo, os homens servem como líderes em suas famílias. A estrutura familiar desenvolvida por Deus implica em que o homem seja o cabeça da família. Nenhum pai tem qualquer privilégio por conta desse papel. Isso nunca deveria resultar em abuso ou egoísmo, mas sim em amar e servir tanto sua esposa quanto seus filhos.

Terceiro, homens servem como protetores. Eles escudam suas famílias das influências danosas do mundo. E eles ensinam suas famílias como lidar com os desafios da cultura.

Quarto, eles oferecem orientação espiritual no lar. É sua obrigação ensinar seus filhos os fundamentos espirituais corretos e oferecer o exemplo a ser seguido de uma conduta baseada em valores eternos. O manual perfeito para essa tarefa é a Bíblia.

Há uma sabedoria atemporal nesses papéis tradicionais. Cada um deles encontra suas raízes no ensino bíblico. Essa afirmação pode parecer fora de época. Porém, qualquer pai genuinamente interessado em como criar meninos que se transformem em homens equilibrados deveria considerar que valores eternos são isso mesmo, eternos, e por isso devem ter todo o seu respeito e atenção.

Dois pontos-chaves

Pais têm uma grande chance de criar filhos saudáveis se praticarem dois pontos-chave. O primeiro deles é modelarem seus filhos segundo um caráter cristão. Isso só será possível se o próprio pai tiver um relacionamento pessoal com Cristo. Você, pai, só poderá ser um exemplo se o viver. Como está sua relação ser um exemplo se o viver. Como está sua relação com o Mestre, o que pode lhe ensinar o que é mais importante em sua vida pessoal? Somente o que você aprender com Ele, poderá transmitir para seus filhos.

Modelar seu filho é importante, mas não é suficiente. Isso nos conduz aos segundo ponto-chave. Pais deve também tomar a iniciativa em instruir seus filhos na fé. O que ensinar? A lista é longa, mas aqui vão algumas sugestões.

Pais devem ensinar seus filhos a respeitar o sexo oposto. Devem enfatizar tanto a importância da abstinência sexual – algo que parece fora de moda – como a abstinência de álcool e/ou outras drogas.

Seus meninos precisam saber que a pureza moral é essencial para um casamento e uma família saudáveis.

Algumas vezes parece que essas lições entram por um ouvido e saem pelo outro. Mas elas frequentemente ficam com a pessoa para toda a vida. É por isso que você, como pai, não deve desistir de ensinar os conceitos importantes de vida a seus meninos.

Deus lhe dará a orientação e a força necessárias para que você seja um pai efetivo. Ele ouve e responde orações. Mas Ele não fará o que os pais precisam fazer, ou seja, providenciar o modelo e a instrução espirituais que seus filhos precisam para que cresçam em direção a uma maturidade responsável e temente a Deus.

A verdade sobre a homossexualidade

A homossexualidade é um distúrbio apesar do tremendo esforço de se afirmar diferente. Há grande pressão dos movimentos gays e lésbicas para que a homossexualidade seja considerada normal. A questão é tão importante que a Bíblia é muito clara em dizer que é um problema sério e que deve ser tratado com seriedade. E claro, não pode ser tratado com a discriminação e preconceito que normalmente aparece nas discussões da questão, de ambos os lados.

A homossexualidade não é escolhida tipicamente. Quem iria conscientemente escolher um caminho que tão frequentemente leva à alienação, à rejeição e à exposição de doenças mortais?

Não há nenhuma evidência de que dê suporte para a afirmação de que a homossexualidade é hereditária. Talvez haja um temperamento ou uma predisposição biológica herdados que torne uma pessoa vulnerável à homossexualidade. A verdade, porém, é que sem nenhuma evidência concreta a mídia influenciada pelos movimentos gays convence o público que os homossexuais nascem do jeito que são.

Se a homossexualidade fosse transmitida geneticamente, então nenhuma mudança seria possível. Mas isso não é assim. Jesus está no ramo da recuperação. E há dezenas de pessoas que, confirmadamente, escaparam das doloridas garras da homossexualidade para encontrar inteireza e liberdade em um estilo de vida heterossexual.

O Dr. Joseph Nicolosi, um psicólogo e grande especialista na prevenção e recuperação da homossexualidade afirma que a maioria dos sinais de pré-homossexualidade aparecem cedo na vida de uma criança, primariamente na forma de um comportamento de gênero cruzado. Há uma forte correlação entre o comportamento feminino e a homossexualidade posterior.

O papel do pai no desenvolvimento de um menino é essencial. É o pai que é amplamente responsável pelo crescimento de um menino em um homem.

Assim o pai deve cuidar de seu papel em afirmar a masculinidade de seu filho. Em quinze anos de lidar com centenas de homossexuais, o Dr. Nicolusi nunca encontrou um que tivesse um relacionamento positivo e amoroso com seu pai. Ele afirma: “no fundo, a homossexualidade não tem a ver primariamente com sexo. Tem a ver com solidão, rejeição, afirmação, intimidade, identidade, relacionamentos, criação, ódio de si mesmo, confusão de gêneros e uma busca de pertencimento”.

Uma das causas da homossexualidade é o abuso sexual na infância. Trinta por cento dos homossexuais indicam que foram abusados sexualmente quando crianças.

Atualmente há muitos grupos pelo mundo fazendo um esforço para a legalização dos relacionamentos homossexuais entre meninos e homens. Na Inglaterra, a idade permitida é 16 anos, na Suécia e França é 15. No Canadá e Alemanha é 14, e na Espanha e Holanda, 12. Mães e pais que querem ter filhos saudáveis devem prestar atenção a essas realidades.

(Carlos Barcelos)

[Fonte: Jornal “E a família como vai?”, Ribeirão Preto – SP, Ano II, nº 23, pág. 9]

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