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QUEM É SEU PILOTO?
(Públio José – jornalista, publiojose@digizap.com.br)

Circula pela Internet a história de um garoto que chamava a atenção das pessoas pela segurança e maturidade com que se comportava diante dos outros. O episódio se passa num aeroporto, momentos antes do vôo, e depois que o avião decola. O menino era muito senhor de si. Como se diz na gíria “muito seguro nas pernas”. Já alto o avião, por volta dos dez mil pés de altura, começa uma tremenda turbulência. De tão forte, que o avião parecia uma frágil folha seca ao vento. Todos ficaram temerosos. Uns, com maior ênfase, se aproximavam da perda quase total do controle, do domínio das suas ações. Outros, embora mais contidos, também davam clara demonstração do medo que enfrentavam. A exceção era o menino. Aparentemente não estava nem aí. Uma senhora de idade, numa poltrona próxima, vendo o garoto destoando da grande maioria, voltou-se para ele e perguntou: “Você não tem medo?”.

Olhando para a senhora, tranquilamente, ele respondeu: “Não. Conheço o piloto”. Com a curiosidade aguçada, a senhora voltou a lhe perguntar: “E quem é o piloto?”. O garoto sentenciou: “É meu pai”.

Essa história, aparentemente singela, nos leva a refletir sobre a vida e as nossas reações diante das dificuldades do dia a dia. O garoto em questão tinha uma forte confiança porque conhecia a competência, o talento de seu pai como piloto. E demonstrava esse conhecimento através de uma postura relaxada, descansada, de quem tem certeza de que vai se dar bem – apesar da turbulência. É claro que essa história não é tão singela quanto parece, nem se encerra no simples contexto de um avião. Ela se aprofunda a ponto de questionar o nosso relacionamento com Deus, nos alertando sobre a quem estamos entregando o controle de nossas vidas. E que papel, afinal, reservamos para Deus no nosso dia a dia.

Ou por outra: quem é o piloto que nos governa? A quem estamos entregando a chave de nossas emoções? Quem dá as cartas nos meandros de nossa existência? Muitas pessoas levam uma existência intranquila. São inquietas, ansiosas, e não se esforçam para conhecer a Deus com maior profundidade. Em contrapartida, não comungam do seu amor, nem cultivam, no seu interior, a certeza de uma vida de paz. Para muitas dessas pessoas o seu piloto é o dinheiro, com o desdobramento natural que tal postura acarreta. Já outras direcionam suas ações para a vaidade pessoal exacerbada, o ego, o eu acima de tudo, enquanto alguns entregam suas vidas à busca frenética pela posição social, títulos… A fama, enfim. Outros cultivam a futilidade, colhendo dela o fruto do que existe de mais vazio. Em compensação são como folhas ao vento em sua fragilidade interior diante dos desafios da vida.

A intranquilidade, o medo, o receio, a incerteza são seus companheiros inseparáveis – e a aridez de sentimentos é a consequência inevitável dessa postura existencial. O menino da história que circula na Internet tinha em seu pai um piloto competente, dedicado. Esse é o papel que Deus quer desempenhar em nossas vidas. O de um pai zeloso, que cuida com carinho e atenção do nosso destino. Para garantir, a quem o aceita, a quem o segue, uma vida de paz, de realização, de alegria – mesmo que, em seus contornos, a vida também nos prepare armadilhas inesperadas e situações aflitivas. É como um avião lá no alto enfrentando momentos de turbulência. A angústia quer nos dominar, o medo quer se fazer presente. E agora? A questão é saber quem está no comando do nosso destino. Do contrário, é bom começar a se preocupar. Por sinal, quem está no controle do seu?

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