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TIRE SUAS CONCLUSÕES

Há poucos dias assistia ao telejornal e duas reportagens me chamaram a atenção:

A primeira de um grupo de homens que esfaquearam outro que estava em um ponto de ônibus para assalta-lo. Suas identidades foram preservadas através da computação gráfica.

Pouco tempo depois outra matéria foi apresentada de um homem que teve um ataque de fúria enquanto esperava atendimento num posto de saúde, jogando equipamentos públicos no chão, quebrando-os. Neste caso não houve preservação de sua identidade através do mesmo recurso.

Os bandidos do primeiro caso não foram identificados e continuam livres. O homem do segundo, teve seu nome divulgado na reportagem e está preso.

Quando uma empresa patrocina um evento esportivo, um atleta, o mesmo recurso do primeiro caso é utilizado. Já quando está envolvida em alguma atividade suspeita (observe que não estou falando aqui de culpa comprovada), o critério não é o mesmo.

Há quem alegue que a mídia vive de propaganda, e tem o direito de faze-la de forma remunerada… Mas por que a diferença de protocolo entre os casos?

Há os que podem alegar que os bandidos do ponto de ônibus poderiam ser menores de idade e a lei os preserva, portanto o editor tem que se precaver.

Então deixo a pergunta: a quem a Lei deve proteger?

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