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JESUS SABIA QUE ERA DEUS?

Ultimamente têm-se formulado perguntas a respeito do que Jesus, como homem, sabia ou não sabia. Assim, por exemplo, indaga-se: Jesus sabia que era Deus? Deus feito ‘homem? Sabia que Ele tinha uma missão a cumprir como Salvador, e que daria a sua vida em resgate do gênero humano? Ou será que Jesus ignorou até o fim da vida a sua verdadeira identidade e o alcance da tarefa que o Pai lhe assinalara? Ter-se-á iludido, como os Profetas podiam iludir-se, aponto de clamar desesperado no alto da Cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”(Mc 1.,5,34; Si 22,1s). Pensava Ele que o Reino de Deus viria plenamente já na primeira geração de seus discípulos, quando na verdade a Igreja é que continuaria a sua obra, na expectativa da consumação do reino?

Para tais perguntas os teólogos têm procurado as devidas respostas, partindo de meticulosa análise dos escritos do Novo Testamento. Estes, considerados segundo os parâmetros da crítica moderna, permitem afirmar quatro proposições de grande valor para a solução ao problema, proposições elaboradas pela Comissão Teológica Internacional, {A Comissão Internacional compõe-se de eminentes teólogos de várias partes do mundo, nomeados pelo Papa. Tem por objetiva Mudar as atuais questões candentes de Teologia, de modo que periodicamente publica um documento relativo a algum problema do momento} que as publicou em 1985. Ei-las:

I. Primeira proposição: Ele tinha consciência de ser Deus

Eis o texto oficial desta Proposição: “A vida de Jesus atesta a consciência da sua relação filial com o pai. o seu comportamento e as suas palavras, que são os do `servidor’ perfeito, implicam uma autoridade que supera a dos antigos profetas e que pertence a Deus só. Jesus derivava essa incomparável autoridade da sua singular relação com Deus, que ele chamava `meu Pai’. Ele tinha consciência de ser o filho único de Deus,’ e, neste sentido, de ser ele mesmo Deus”.

Esta Proposição afirma duas coisas:

1) Jesus tinha a consciência de ser Ele mesmo Deus e, por conseguinte,

2) Jesus exercia seu ministério com incomparável autoridade, que superava a dos antigos Profetas e toca a Deus só.

Aprofundemos cada uma destas duas sentenças

1) A consciência de ser Deus: A leitura dos Evangelhos evidencia com muita clareza que Jesus tratava Deus como Abbá (cf. Mc 14,36), ou seja, como Pai em sentido muito íntimo ou em sentido único. Por isto Ele dizia a Madalena: “Subo a meu Pai e vosso Pai”(Jo 20,17); era, pois, intransferível a sua relação com o Pai, a tal ponto que Ele afirmava:

“Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”(Mt 11,27).

Quando Pedro confessou: “Tu és o Cristo (Messias) o Filho do Deus vivo”, Jesus logo observou: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue (o bom senso humano) que to revelaram, mas o meu Pai, que está nos céus”(Mt 16,16s).

É de notar o uso enfático da expressão “Eu sou”por parte de Jesus. Faz eco ao “Eu sou”(Javé) com que Deus se revelou a Moisés (cf. Ex 3,14). O Eu que falava e legislava soberanamente em Jesus, tinha a mesma dignidade do Eu de Javé:

Jo 8,28: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, conhecereis que Eu sou.”

Jo 8,57: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu sou”.

Jo 13,19: “Eu vo-lo digo agora, antes que aconteça, a fim de que, quando acontecer, vos creiais que Eu sou”.

Jo 8,24: “Se não crerdes que Eu sou, morrereis em vossos pecados”.

A fórmula Eu sou, além de fazer ressoar o nome de Javé revelado em Ex 3,1416, evoca passagens do Antigo Testamento (na tradução grega dos LXX), em que “Eu sou”significa “Eu sou Deus, o único Deus”. Vejam-se:

Is 43,10: “Possais compreender que Eu sou; antes de mim nenhum Deus foi formado e, depois de mim, não haverá nenhum”.
Is 41, 4: “Eu, Javé, sou o primeiro, e com os últimos ainda serei o mesmo”.
Is 48,12: “Ouve-me, Jacó, Israel, a quem chamei: Eu sou. Sou o primeiro e sou também o último. A minha mão fundou a terra, a minha destra estendeu os céus”.

2) Autoridade de Jesus: Em conseqüência, a autoridade que Jesus atribuía a si, é a do próprio Deus: “Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão”(Mc 13,31).

A atitude dos homens em relação a Jesus decide a salvação eterna dos mesmos: “Eu vos digo: todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, o Filho do Homem também se declarará por ele diante dos anjos de Deus; aquele, porém, que me houver renegado diante dos homens, será renegado diante dos anjos de Deus”(Lc 12,89; cf. Mc 8,38; Mt 1:0,32).

Para seguir Jesus, é preciso amá-Lo mais do que qualquer bem terreno:

“Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim… Aquele que acha a sua vida, perdê-la-á; mas quem perde a vida por causa de mim, a encontrará”(Mt 10,37.39). Não existe Mestre além de Jesus; cf. Mt 23,8.

c) Os primeiros cristãos sabiam… A Igreja nascente, desde os seus primeiros anos, e não em conseqüência de um desenvolvimento tardio, professava Jesus como Filho do Pai, igual ao Pai em perfeição; veja-se, por exemplo, o hino litúrgico citado por São Paulo na sua epístola aos Filipenses (escrita em 63 ou antes):

“Cristo tinha a condição divina; mas não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegasse ciosamente. Esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens… até a morte, e morte de Cruz!”(FI 2,6-8).

Particularmente significativas são as “fórmulas de missão””Deus enviou o seu próprio Filho”(Rm 8,3; G14,4).

A filiação divina de Jesus está no centro da pregação dos Apóstolos, que a deviam entender como explicitação do apelativo Abbá (Pai muito caro) que Jesus dirigia ao Pai.

II. Segunda Proposição: Jesus, como filho de Deus feito homem, sabia ter sido enviado pelo pai para dar a própria vida em favor dos homens

Eis o texto oficial: “Jesus sabia qual era a finalidade da sua missão: anunciar o reino de Deus e torná-lo presente na sua pessoa, nos seus atos e nas suas palavras, a fim de que o mundo fosse reconciliado com Deus e renovado. livremente ele aceitou a vontade do pai: dar a própria vida pela salvação de todos os homens; ele sabia ter sido enviado pelo pai para servir e dar a própria vida ‘em favor de muitos` (Mc 14,24)”.

Esta Proposição continua os dizeres da anterior: Jesus, além de conhecer sua identidade transcendental, sabia que, como homem, viera ao mundo para entregar sua vida pela salvação de todos os homens. Donde se depreende isto?

São muitos os dizeres em que Jesus exprime o sentido de sua missão:

Mc 10,45: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos (todos)”. Ele veio “chamar os pecadores”(Mc 2,17), “procurar e salvar o que estava perdido”(Lc 19,10), veio “trazer o fogo sobre a terra”(Lc 12,49).

Segundo São João, Jesus sabe que “veio” do Pai (Jo 5,43; 8;12.42; 16,28). A sua missão não lhe foi imposta por força; ele a abraça espontaneamente, a ponto de fazer dela o seu alimento (Jo 4,34), a única coisa que Lhe interessa (Jo 5,30; 6,38). Afirmando que veio do Pai (cf. Mc 2,17; Lc 10,16), Jesus implicitamente professava a sua preexistência; sim, antes de existir como homem no mundo, Ele existia junto a Deus, e era Deus, como diz São João em Jo 1,1.18.

A sua missão redentora, Jesus quis exercê-la em total despojamento de si e de interesses particulares; quis, sim, assemelhar-se aos homens em tudo, exceto no pecado: obedeceu até a morte (cf. FI 2,6-9; Hb 5,18), enfrentou as tentações que os homens sofrem (Mt 4,1-11; Lc 4,1-13). Não quis recorrer às legiões angélicas que, na hora do perigo mortal, Ele poderia obter (cf. Mt 26,53). Quis, como homem, “crescer em sabedoria, idade e graça” (Lc 2,52).

Os primeiros cristãos compreenderam, sem demora, que a filiação divina de Cristo tinha um sentido salvífico. É o que se lê nas epístolas de São Paulo: o aniquilamento do filho (F12,7) tem em mira o nosso reerguimento: tomar-nos justos (2Cor 5,21), ricos (2Cor 8,9), – Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecador por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cor “Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por causa de vos se fez pobre, embora fosse rico, para vos enriquecer com a sua pobreza” (2Cor 8,9) – filhos mediante o Espírito Santo (Rm 8,14s; GI 4,5s); veja-se especialmente “

Hb 2,4s: “Já que os filhos têm em comum o sangue e a carne, também ele participou igualmente da mesma condição, a fim de, por sua morte, reduzir à impotência aquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar os que, por meio da morte, passavam a vida inteira numa situação de escravos”.

III. Terceira Proposição: “Jesus quis fundar a igreja para continuar pelos séculos a sua missão salvífica°

Eis o texto oficial: “Para realizar a sua missão salvífica, Jesus quis reunir os homens em vista do reino e convocá-los em torno de si. Em conseqüência, Jesus realizou atos concretos que, tomados em seu conjunto, só podem ser interpretados como a preparação da igreja (que havia de ser constituída definitivamente por ocasião dos acontecimentos da páscoa e de pentecostes. É, por conseguinte, necessário afirmar que Jesus quis fundar a igreja”.

Esta Proposição complementa as anteriores: Jesus não somente sabia que era Deus Filho feito homem (1a Proposição), vindo ao mundo para desempenhar uma missão salvífica em favor de todos os homens (2ª Proposição); mas também, para desempenhar a sua obra redentora até o fim dos séculos, quis instituir a sua Igreja (3ª Proposição).

Não se pode dizer que Jesus anunciou o fim do mundo para breve e, por isto, não pensou em fundar a Igreja. Muito ao contrário; diversos textos do Evangelho incutem a longa duração da obra iniciada por Jesus; tenhamos em vista:

Mt 13,24-30. 36-43: a parábola do joio e do trigo acena à presença de bons e maus no campo do semeador e à paciência necessária para aguardar o tempo da messe ou o fim da história universal.

As mesmas concepções são apresentadas mediante a parábola do grão de mostarda que cresce lentamente a ponto de tornar-se grande árvore (Mt 13,31 s), a parábola da rede que traz à terra peixes bons e maus, dos quais se fará a triagem (Mt 13,47-49). Em vista da duração de sua obra, Jesus quis convocar os discípulos, que Ele chamava “pequeno rebanho”(Lc 12,32), rebanho do qual Ele era o pastor (Mc 14,27; Jo 10,1-29; Mt 10,16). A convocação é apresentada sob a imagem de um chamado para o banquete de núpcias (Lc 14,16-24; Mc 2;19). Ela dá origem a uma nova família, da qual Deus mesmo é o Pai e na qual todo são irmãos (Mt 23,9; Mc 3,34). Os discípulos de Jesus constituem a cidade em cima da montanha, visível ao longe (Mt 5,14).

Essa família convocada ou Convocação (Eklesía – Igreja) é por Jesus dotada de uma estrutura que deve garantir a sua boa ordem até o fim dos tempos. Assim Jesus escolheu os Doze (Mc 3,1419; Mt 10,1-4; Lc 6,12-16), que Ele instruiu e preparou assiduamente para a missão futura; deu-lhes por Chefe o Apóstolo Pedro (Mt 16,16-19; Lc 22,31s; Jo 21,15-17). Além dos doze apóstolos, Jesus chamou 72 discípulos (Lc 10,1 -12), que enviou também a pregar. O número 12 é o das tribos de Israel, que devem ser convocadas, ao passo, que 72 (ou 70) é, na Bíblia, o número tradicional das nações pagãs (cf. Gn 10,1-32); por conseguinte, o povo de Deus, inaugurado por Jesus, deve constar de judeus e pagãos ou, com outras palavras, é aberto a todos os homens (cf. Mt8,11s).

A Igreja tem também a sua oração própria, que Jesus lhe ensinou: o Pai Nosso (cf. Lc 11,2-4). Ela recebeu principalmente o rito da Ceia, centro da Nova Aliança (Lc 22,20) e da nova comunidade reunida em torno da fração do pão (Lc 22,19). Àqueles que Jesus convocou; Ele ensinou outrossim um novo modo de agir ou uma Ética mais perfeita, diversa da dos antigos escribas e fariseus (Mt 5,21-48) diversa da dos pagãos (Mt 5,47) e diversa da dos grandes deste mundo (Lc 22,25-27). No Evangelho segundo São João, os discípulos são simbolizados pelos ramos da videira que é Cristo, sem o qual não é possível dar fruto (Jo 15,16). É a livre doação de Jesus em prol dos seus amigos (Jo 10,18; 15,13) que fundamenta tal comunhão de vida. Os eventos de Páscoa ficam sendo a fonte da Igreja.(Jo 19,34): “Eu, quando for exaltado acima da terra, atrairei todos a mim”(Jo 12,32).

Os primeiros cristãos entenderam o desígnio de Cristo, professando a convicção de que a Igreja é inseparável de Cristo; Ele é a Cabeça do Corpo que é a Igreja: l Cor12,27;12,12;CI1,18;3,15;Ef 1,22s… Vê-se, pois, que a história do Cristianismo se funda sobre a intenção e a vontade, de Jesus, de fundar a sua Igreja.

IV. Quarta Proposição: A consciência de Cristo, Salvador de todos os homens, implica em Jesus o amor a cada ser humano.

Eis o texto oficial: “A consciência que Cristo tem, de ser enviado pelo pai para a salvação do mundo e para a convocação de todos os homens no povo de deus, implica, de modo misterioso, o amor a todos os homens, de tal modo que todos podemos dizer: o Filho de Deus me amou e se entregou por mim’ (Gl 2,20)”.

Esta proposição completa as anteriores: Jesus sabia que era Deus (1ª Proposição); sabia que, era homem, tinha a missão de salvar todos os homens mediante a sua morte (2ª Proposição); Jesus quis fundar e estruturar a sua Igreja para perpetuar a sua obra até o fim dos séculos (3ª Proposição); Jesus amou a cada um dos homens pessoalmente, e não apenas globalmente (4ª Proposição).

Esta última verdade se deduz do zelo de Jesus por todo tipo de ser humano: os perdidos (Lc 15,310 e 11-32), os publicanos e os pecadores (Mc 2,15; 7,36-50; Mt 9,1-8; Lc 15,1s), os homens e as mulheres (Lc 8,2s; 7-11-17; 13,10-17), os doentes (Mc 1,29-34), os possessos (Mc 1,21-28), os aflitos (Lc 6,21 b), os oprimidos (Mt 11,28)… No dia do juízo universal, será manifestado até que ponto Jesus se tem identificado com os enfermos, os famintos, os desnudos, os encarcerados… (Mt25,31-46).

Jesus é o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas (Jo 10,11); Ele as conhece (Jo 10,14) e chama cada uma pelo seu nome (Jo 10,3). Por isto São Paulo pode dizer: “Vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”(GI 2,20). A respeito dos irmãos de consciência fraca, sujeita a escândalos sem fundamento, escrevia ainda o Apóstolo: “Não faças perecer por causa do teu alimento alguém pelo qual Cristo morreu”(Rm 14,15; cf. 1 Cor 8,11; 2Cor 5,14s) . Esse mistério do amor gratuito e pessoal de Deus se encontra no âmago da fé cristã: Deus amou a todos e a cada um dos homens de modo a dar o seu próprio Filho (Jo 3,16). “Foi assim que conhecemos o amor: Ele (isto é, Cristo) entregou a sua vida por nós”(1Jo, 3,16).

Precisamente por ter reconhecido esse amor pessoal por cada um, muitos cristãos se dedicaram ao amor aos mais pobres sem discriminação. E continuam a testemunhar esse amor, que sabe ver Jesus em cada um “destes meus irmãos menores”(Mt 25,40). “Trata-se de cada homem, porque cada um foi incluído no mistério da Redenção, e com cada um Cristo se uniu para sempre através deste mistério” (João Paulo II, enc. Redemptor Hominis nº 13).

V. Conclusão:

A questão da consciência de Jesus pode ser discutida de maneira sutil e complexa com o auxílio da psicologia do consciente, do subconsciente e do inconsciente, sem que se chegue a resultado satisfatório. Na verdade, se cada ser humano tem dificuldade para conhecer exatamente o que lhe vai no próprio íntimo e mais dificuldade encontra para conhecer o que vai no íntimo de seus contemporâneos, é claro que mais dificuldades ainda terá para dizer o que havia no íntimo de Jesus Cristo, que viveu sua vida mortal há quase dois mil anos.

Por isto verifica-se que é mais sábio examinar atentamente as Escrituras, que permitem lançar um olhar lúcido sobre aquilo que Jesus sabia a respeito de si mesmo. Deste exame resultam as quatro Proposições que acabamos de explanar:

1) Jesus sabia que era Deus;

2) Jesus sabia que, feito homem, tinha na terra a missão de se entregar pela salvação de todos os homens;

3) A fim de assegurar o bom desempenho de sua missão, Jesus quis fundar a sua Igreja, que Ele entregou aos Apóstolos e a Pedro, cujos sucessores garantem a incolumidade dessa obra até o fim dos séculos;

4) Ao entregar-se por todos, Jesus viu e amou cada um dos membros da família humana, desde os mais aquinhoados até os mais simples e sofredores.

“Graças sejam dadas a Deus pelo seu inefável dom!”(2Cor 9,15).

Autor: (D. ESTEVÃO TAVARES BETTENCOURT, OSB)
Bíblia: A sagrada tradição e a sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja; mantendo-se fiel a este depósito, todo o povo santo, unido aos seus Pastores, persevera assiduamente na doutrina dos apóstolos, na união fraterna, na fração do pão e nas orações (cf. At 2,42), de tal modo que, conservando, praticando e professando a fé transmitida, haja singular unidade de espírito entre os Pastores e os fiéis. (Dei Verbum, 10)
(Publicado em http://www.pastoralis.com.br, 16Fev2005)

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