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HOJE ESTOU DE LUTO

Há uns dias atrás eu escrevi nas redes sociais “Quanto mais conheço a história dos santos, mais percebo o quanto minha fé ainda tem um longo caminho a percorrer.”

Ao receber a notícia da partida de nosso companheiro, nosso irmão de fé, Hélio Frateschi, percebi o quanto fui presunçoso. Presunçoso, sim, pois para a comparação ser mais justa eu deveria tê-la comparado com a sua e ainda assim, provavelmente não o seria. Se observando a história dos santos, como eu disse, sinto o quanto minha fé é pequena, agora que não está mais entre nós e não o teremos como nosso exemplo a seguir, nem um microscópio filosófico seria capaz de fazer-me enxergar o tamanho da sua.

Quando ouvia seus comentários na missa sem o apoio do folheto (sim, a inspiração vinha de seu coração, sem a tradicional “cola”), eu ficava como que em estado hipnótico de tanta admiração. Deus me deu a oportunidade de externar esse sentimento e eu não a perdi (aproveite essas oportunidades, fica a dica).

Do alto de seus cabelos e bigode brancos e de seu aparente mau humor (quem o conhecia sabia que não era o caso) ele não olhava para o povo ali presente, mas parecia ser um instrumento de Deus dando aulas com seus comentários, concentrado, focado em sua missão naquele instante. Há muito tempo não ouvia seus comentários na missa, mas apesar de testemunhar outros excelentes membros da Liturgia, nenhum, em minha opinião, sequer chegou às suas sandálias.

Por diversas vezes, enquanto elaborava esse texto, hesitei em escrever a palavra “amigo”. E não foi por falta de consideração, mas porque receio de reincidir na presunção, pois, apesar de ter tido o privilégio de ser convidado a participar da festa de suas Bodas, de conhecer o cantinho sagrado que criou em sua casa, de sermos coordenados por você e sua esposa em uma ENS, de fazermos questão de cumprimentarmos um ao outro nas missas, de eu sempre que o encontrava com sua esposa fazer questão de dizer que primeiro iria cumprimentar as pessoas mais lindas, indo em sua direção e desviando para cumprimenta-la só para presenciar sua simulação de “mau humor” me chamando de “chato”, e de inúmeros outros exemplos que poderia dar aqui, não tive a honra de ser tão próximo a ponto de poder chama-lo de amigo… mas agradeço a Deus a oportunidade de tê-lo conhecido.

Hélio foi e sempre será um exemplo para mim e acredito que para muitos outros da paróquia. Coordenava uma Equipe muito especial entre nós, que ficou desfalcada, mas agora foi viver na plenitude do que sua coordenação pregava, juntamente com a Inspiradora… Creio que Ela o conduziu até Jesus ouvindo-o cantar:

“Mãezinha do Céu, eu não sei rezar, eu só sei dizer, que eu quero te amar, azul é teu manto, branco é teu véu…”

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