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MUDANÇAS, SAUDÁVEIS MUDANÇAS!
(Lígia Dias Abrão)

Já se dizia : “não se entra no mesmo rio duas vezes”. A sabedoria nos adverte de que todas as coisas mudam. É da natureza da vida, da natureza de todas as coisas, que nada permaneça indefinidamente (somente Deus é infinito!)

O principio da “não permanência ” pode nos assustar quando tocamos apenas os aspectos relacionados as nossas possíveis perdas de coisas que gostaríamos de ter. Entretanto, ter de possuir mesmo, ah… “temos” muito poucas coisas. Nós desfrutamos apenas da maioria das coisas pelas quais somos apaixonados. Desfrutar é muito diferente de possuir.

Desfrutamos da beleza da juventude dos nossos sonhos, da infinitude dos nossos amores, de uma bela paisagem, um almoço com os amigos. Mas tudo passa. Muito, mas muito pouca coisa mesmo nós possuímos. Portanto, não precisamos nos apavorar com a idéia da não permanência por que, de fato, estranho e extraordinario é a permanência.

Por outro lado, este mesmo princípio é muito interessante quando pensamos que também as coisas mais desagradáveis, os nossos grandes problemas deste momento também passarão. Se nos perguntarmos qual das questões que nos aborrece agora, fariam sentido daqui a 5 anos?, pelo menos 90 % destes nossos problemas desapareceriam da lista.

Com muita coisa deveríamos, verdadeiramente e profundamente nos preocupar, e – assim – justificar que perdêssemos o tempo de desfrutar de outras tantas coisas maravilhosas que, também não durarão para sempre.

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Não faça do hábito um estilo de vida, experimente coisas novas, experimente amar mais, experimente ser mais feliz, experimente perceber que :

Deus costuma usar a solidão para nos ensinar sobre a convivência
Usa o tédio para nos mostrar a importância da aventura e do abandono
Usa o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos
Usa às vezes o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar
Outras vezes usa a doença., quando quer nos mostrar a importância da saúde
Outras vezes a morte, quando quer nos mostrar o valor da vida

Isto indica o movimento da vida. Velocidade e direção são coisas diferentes. A velocidade depende das circunstância, veiculo. obstáculos, tipo de percurso, e portanto nós não podemos ser exclusivamente responsabilizados pela velocidade de nossa direção. A direção que damos aos nossos
deslocamentos e mudanças e que, sim, dependem o mais exclusivamente de nossas escolhas, daquilo que priorizamos. Dos riscos que aceitamos assumir.

A velocidade nos encanta, mas a direção é que determina para onde levamos nossa vida, que sentido ela toma. Com velocidade ou sem velocidade todos chegaremos à reta final de nossa existência, então velocidade não é assim tão importante.

O que importa é a direção de nossas vidas.

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