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ADEUS A DRUMOND?
(Francisco Teodorico)

Morreu um mineiro …
Seria mais um brasileiro,
Se não fosse
Aquele mineiro.
Alguém que “viveu” uma infância
Nem feliz,
Nem infeliz,
Somente viveu.
Um solitário
No quadro de Itabira.
Assim se foi
O nosso menino,
Poeta …
Morreu um avô
Símbolo da alegria infantil.
Um guerreiro
Na batalha
Da incompreensão adulta
Diante do mundo inocente.
Mineiro,
Você se foi,
E após sua morte,
Poeta nenhum escreverá
“Alguma Poesia”.
É poeta
Quando Julieta partiu
Foi-se um pedaço …
Morreu o mineiro
Como todo poeta deseja,
Na dor muda,
Do coração …
De amor …
Acredito que agora
Foste juntar-se
A muitos como você
Num cantinho do céu
Reservado aos sonhadores.
Até logo
Meu poeta …
Mas,
Será mesmo
Que morreu o mineiro?
Será mesmo
Que morreu o poeta?

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