Testemunho – Conforto

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TESTEMUNHO – CONFORTO

Em quase meio século de vida encontrei pessoas com grande conhecimento teológico mas que em momentos que tiveram de colocá-lo em prática falharam. Em contrapartida, nas que “apenas” viviam a fé em seus corações de forma intuitiva encontrei acolhimento, mesmo expondo de forma sucinta minha dor.

Ao conversar com o Pai num momento de grande angústia e questionando-me de meu valor como filho, pedi a Ele não que diminuísse a dor que remédio algum pode amenizar, mas que me desse força para suportá-la, pois não me sentia digno de ter tudo o que me foi dado. Poucos minutos depois, minha filha, na missa, encontra um cartãozinho, feito à mão, que dizia: “I am important for God!”.

Tenho a sensação de ter, naquele momento de deserto pessoal, encontrado o segundo tipo de pessoa citado no primeiro parágrafo, sem ter qualquer ideia de como é ou até mesmo se ainda está entre nós.

Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que o primeiro tipo de pessoa é importantíssima, mas o segundo, esse é essencial…

(Francisco Teodorico, Set2016)

Deus nos fortalece em todos os momentos

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DEUS NOS FORTALECE EM TODOS OS MOMENTOS

Sabia que Deus tem uma resposta positiva para todas as coisas negativas que nós dizemos para nós mesmos?

Você diz: Isso é impossível.
Deus diz: TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS. Lucas 18:27

Você diz: Estou muito cansado.
Deus diz: EU TE DAREI DESCANSO. Mateus 11:28

Você diz: Ninguém me ama de verdade.
Deus diz: EU TE AMO. João 3:16 e 13:34

Você diz: Não consigo ir em frente.
Deus diz: MINHA GRAÇA TE BASTA. 2. Coríntios 12:9; Salmo 91:15

Você diz: Eu não consigo perceber as coisas.
Deus diz: EU DIRIGIREI SEUS PASSOS. Provérbios 3:5,6

Você diz: Eu não consigo fazer isso.
Deus diz: VOCÊ PODE TODAS AS COISAS. Filipenses 4:13

Você diz: Eu não sou capaz.
Deus diz: EU SOU CAPAZ. 2. Coríntios 9:8

Você diz: Isso não vai valer a pena.
Deus diz: ISSO VALERÁ A PENA. Romanos 8:28

Você diz: Não consigo me perdoar.
Deus diz: EU PERDÔO VOCÊ. 1. João 1:9 e Romanos 8:1

Você diz: Não consigo o que quero.
Deus diz: EU SUPRIREI TODAS AS SUAS NECESSIDADES Filipenses 4:19

Você diz: Estou com medo.
Deus diz: EU NÃO TENHO TE DADO UM ESPÍRITO DE COVARDIA. 2. Timóteo 1:7

Você diz: Estou sempre preocupado e frustrado.
Deus diz: LANÇA TODA SUA ANSIEDADE EM MIM. 1. Pedro 5:7

Você diz: Eu não tenho fé suficiente.
Deus diz: EU TENHO DADO A CADA UM UMA MEDIDA DE FÉ. Romanos 12:3

Você diz: Eu não sou inteligente suficiente.
Deus diz: EU TE DOU SABEDORIA. 1. Coríntios 1:30

Você diz: Eu me sinto sozinho.
Deus diz: EU NUNCA TE DEIXAREI, NEM TE DESAMPARAREI. Hebreus 13:5

Passe isso adiante. Você nunca sabe quais vidas precisam ouvir isso hoje.

Paixão

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I JOGOS FLORAIS – PRIMAVERA DE 1976
Atibaia – SP

Naqueles tempos de antanho
de escribas e fariseus(*),
um homem de meu tamanho,Pai
tinha o tamanho de Deus
(Durval Mendonça)

(*) fariseu (heb. pharush= separado): membros da antiga seita judaica que se julgavam superiores aos outros, chamando-se a si mesmos santos e guardando com rigor certas exterioridades; eram poderosos e foram inimigos ferozes de Cristo.

PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte

Mãos sofridas, mãos atadas,
mãos carregadas de amor…
E, em contraste, mãos lavadas
a condenar-vos, Senhor…

Por amor à humanidade,
inteiro deu-se Jesus,
e, a desprezar-lhe a bondade,
os homens deram-lhe a cruz.

O Rei dos Reis é, de novo,
depois de ser açoitado,
por Pilatos, dado ao povo,
para ser martirizado.

SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus com a cruz nas costas

Jesus caminha sangrando,
nas costas leva uma cruz,
e no chão que vai pisando,
deixa sementes de luz

Cruz da morte, cruz da vida,
cruz do amor, cruz da vingança;
a humanidade perdida
sobre os ombros da esperança.

Aos apupos e aos acenos
por onde passava, então,
a cruz lhe pesava menos
que o peso da ingratidão.

TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus cai pela primeira vez

Jesus se rende às torturas
as forças perdendo vai,
as chicotadas são duras,
a cruz lhe pesa, Ele cai.

Ante o povo, ante os soldados,
exausto, ao peso da cruz
que leva os nossos pecados,
cai sobre a terra Jesus

Foi ao peso dessa cruz,
que nós tornamos pesada,
que vós caístes, Jesus,
no início da caminhada.

QUARTA ESTAÇÃO
Encontro de Jesus com sua Mãe aflita

Lágrimas verteu Maria,
vendo o filho com a cruz.
A amargura que sofria
doía mais em Jesus.

De cansaço, quase morto
quase às portas da agonia,
Jesus encontrou conforto
no olhar terno de Maria.

Junto da cruz, lado a lado,
Maria cheia de fé,
fiel a seu filho amado,
a tudo assistiu de pé.

QUINTA ESTAÇÃO
Jesus recebe auxílio de Cireneu

E a lei do povo judeu,
temendo apagar-se a Luz,
Manda Simão Cireneu
a Cristo ajudar na cruz.

Jesus levando sozinho
a cruz que o mundo lhe deu,
recebe, no seu caminho,
o auxílio do Cireneu.

Cireneu, afortunado,
ajuda Cristo na cruz;
Carrega o lenho forçado
mas não o esquece Jesus.

SEXTA ESTAÇÃO
Jesus imprime sua face em uma toalha

O martírio a fronte enruga,
Suada, a pele reluz.
Verônica, a face enxuga
do extenuado Jesus.

De Cristo, o rosto é enxugado,
e num milagre de amor,
no lenço, fica estampado
o rosto do Salvador.

Verônica, amargurada,
limpando o rosto ao Senhor,
tem por milagre estampada,
a imagem viva da dor.

SÉTIMA ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez

Fitando os cruéis algozes
com seu semblante sereno
com sofrimentos atrozes,
cai de novo o Nazareno.

Entre a turba delirando
com tamanha insensatez,
Cristo abatido e sangrando
por terra outra vez

E o Messias prometido,
cumprindo as ordens do Pai,
por demais enfraquecido,
pela segunda vez cai.

OITAVA ESTAÇÃO
Jesus fala às mulheres que choram

Mulheres, disse o Senhor,
vos agradeço os cuidados,
mas não choreis minha dor,
e sim, os vossos pecados.

Diz Jesus: Chorais por mim,
filhas de Jerusalém?
Chorai por vós, isso sim,
por vossos filhos também.

Há mulheres soluçando
e vós Senhor, fatigado
dais conselhos, consolando
sem que sejais consolado

NONA ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez

Já vai longe a caminhada
em rumo à casa do Pai …
A cruz se faz mais pesada,
mais uma vez Jesus cai.

Cansaço e dor o consomem;
o sangue seus olhos veda …
Jesus não resiste – é homem,
e sofre a terceira queda.

Ante os olhos de seu povo,
Ele mostra a sua fé,
tendo caído de novo,
de novo, põe-se de pé.

DECIMA ESTAÇÃO
Jesus é despojado de suas vestes

Entre dores e amarguras,
chega Jesus desolado,
mãos sacrílegas, impuras,
despem seu corpo cansado.

A treva já se aproxima…
Das vestes despem Jesus;
porém o Pai, lá de cima
seu corpo cobre de luz.

Tirando as vestes a Cristo
os filhos do desamor
vão festejar, depois disto,
escarnecendo o Senhor.

DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é pregado na cruz

Que importa o corpo na cruz?
Que importa a carne rasgada?
O pensamento é uma luz
que não se prende com nada.

Alheio à lenta agonia
e surdo à Mãe de Jesus,
um martelo persistia,
cravando o Justo na cruz.

Pregado à cruz, por maldade,
entre o bom e o mau ladrão,
Jesus semeia a bondade,
dando aos algozes, perdão.

DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
A morte de Jesus na cruz

Nos estertores da morte,
clama perdão sua voz:
A vida – por nossa sorte.
A morte – por todos nós.

Para que o bem prevaleça
e as trevas se façam luz,
Jesus inclina a cabeça
e morre por nós, na cruz.

Que imensa prova de amor,
que mistério de ternura,
na morte do Criador
redimindo a criatura.

DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus é descido da cruz

Da cruz – madeira imponente,
que amor e fé irradia,
descem Jesus lentamente
para os braços de Maria.

Eis ao colo de Maria,
morto, frio, os membros lassos,
o mesmo Jesus que, um dia,
Maria embalou nos braços.

Da madeira, inanimado,
desce o corpo de Jesus…
No Calvário, abandonado,
fica o vulto de uma cruz.

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é sepultado

Sendo, afinal, consumado
seu sacrifício na cruz,
é Ele, então, sepultado
e desce às trevas a Luz.

No sepulcro, eis que descansa
o amado filho de Deus.
Lenho, espinho, cravo e lança,
traduzem pecados meus.

Não é um sol apagado
que deixam na sepultura;
no Cristo, morto e inanimado,
a divindade perdura.

DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO
Ressurreição

Na noite do santo dia,
Alguém a pedra rolou;
Jesus, ao terceiro dia,
dos mortos ressuscitou.

Num sepulcro abandonado,
ao sol do terceiro dia,
– no Cristo ressuscitado
é que tudo principia.

Pleno de glória, Jesus,
dos mortos ressuscitado,
abre o caminho da luz
sobre as trevas do pecado.

Todo martírio sofrido
– Caminho da salvação!
Todo viver bem vivido,
tem prêmio – Ressurreição!

ORAÇÃO FINAL
A tua morte, Senhor
foi a mais nobre lição
de Vida, de Paz, de Amor,
de Humildade e de Perdão.

O avô e os lobos

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O AVÔ E OS LOBOS
(Desconhecido)

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

“Deixe-me contar-lhe uma historia. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que ‘aprontaram’ tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos”.

E ele continuou:

“É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta.”

“Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

“Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

“E qual deles vence, vovô?”

O avô sorriu e respondeu baixinho:

“Aquele que eu alimento mais frequentemente”.

É difícil pensar em amar alguém que você não gosta, amar quem o prejudica ou alguém que o ofendeu. Mas por mais que tentemos, ou que queiramos, a verdade é que o ódio corrói nosso espírito, e somos os maiores prejudicados.

Pense em como você pode amar a nosso semelhante, não importando o que ele fez, ou qualquer que tenha sido a atitude dele. Afinal, só o amor constrói.

(Vida.net)

O peso da cruz

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O PESO DA CRUZ

Oitenta quilos pesava, setenta e cinco ou oitenta,
a cruz que Ele carregava na longa estrada poeirenta.
Andava um pouco, parava, agora já não agüenta,
sangravam as mãos, sangrava todo corpo que a sustenta.
Caiu três vezes, pesando sobre os seus ombros a cruz,
e os soldados o açoitando… ai que peso Ele conduz!…
Exausto, ferido, exangue, cabelos em desalinho,
escreve um poema de sangue, no duro lenho de pinho…
O látego é duro e rude; caiu…
de novo se ergueu… já não á mais que o ajude,
já não vive o Cirineu….
Levanta…. tomba de novo sujo de pó,
machucado sob os deboches do povo
e o sadismo do soldado…
Seu olhar quase se apaga, não há gemido nem rogo,
arde o corpo como chama – vermelha chaga de fogo…
Tem quatro metros de altura, os braços dois metros tem.
Como o madeiro tortura o menino de Belém!
Já não há palmas e festa na mensagem dos caminhos
e a coroa rasga a testa com punhaladas de espinhos.
Mas o peso mais pesado que o carpinteiro conduz não é de pinho entalhado
na forma infame da cruz.
Não é o chicote ousado que cicatrizes produz
O que pesa é o meu pecado
Sobre os ombros de Jesus!

O barbeiro

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O BARBEIRO
(Edwilson Mota)

Era uma vez um homem que foi ao barbeiro. Enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com o barbeiro. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou:

– Deixa disso, meu caro, Deus não existe!

– Por quê?

– Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. E só andar pelas ruas e enxergar!

– Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?

– Sim, claro!

O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

– Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!

– Como?

– Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!

– Ora, existem tais pessoas porque evidentemente não vêm a mim!

– Que bom. Agora, você entendeu!

Essa pequena história nos faz refletir. Muitas vezes culpamos Deus pelos acontecimentos do mundo e esquecemos que, não fazendo a nossa parte, estamos contribuindo para que o mundo continue do jeito que está.

Temos livre arbítrio, capacidade de escolher nossos atos e tomar decisões certas ou erradas. Deus quis assim para que pudéssemos desfrutar a liberdade das nossas decisões. Senão seríamos robôs, marionetes, bonecos e, com certeza, estariam culpando Deus por isto também. E não poderia ser diferente! A vida com Deus é um presente de Deus e precisa ser recebido, aceito como todo e qualquer presente. Não pode ser por imposição, obrigação, coerção. Devemos aceitar, buscar, receber. Apesar de ser para todos, é preciso dar o passo. É um presente, é de graça, mas precisamos ir recebê-lo… Falando nisso, preciso sair para cortar o meu cabelo, já está muito grande…

Um grande abraço!

(Fonte: Vida.net)

Tempo que foge…

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TEMPO QUE FOGE…

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo.