Troque a murmuração pelo desabafo

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A murmuração quase sempre descamba numa reclamação contra Deus. Revela o baixo nível da espiritualidade do murmurador, sua falta de gratidão, sua falta de respeito, sua falta de sabedoria, sua falta de fé. A murmuração é própria para falar mal de Deus: “Ele não é o que diz ser, não faz o que promete fazer, não ama como diz que ama.”

O desabafo diante de Deus é muito diferente. É uma exposição respeitosa na presença de Deus da tristeza interior, dos abalos emocionais, da confusão momentânea, dos acontecimentos desagradáveis, da pressão provocada por algum incômodo, do aperto pelo qual se passa, de algum drama pessoal, de alguma tragédia vinda de surpresa, de algum sofrimento atroz, de alguma dor aparentemente insuportável, de alguma carência prolongada tanto do calor humano como de bens de sobrevivência.

O que motiva o desabafo é a proximidade de Deus, a intimidade com Ele, a certeza de sua soberania, de sua grandeza, de seus acertos, de seus recursos, de seu amor, de sua providência. No desabafo o homem não enfrenta Deus, não lhe diz desaforos, não briga com Ele, não reclama dele, não o coloca no banco dos réus, não lhe cobra. Apenas expõe, põe para fora, derrama toda dor conhecida, sem rodeios, com franqueza, com transparência, na esperança de descansar em Deus, na esperança de ser aliviado, na esperança de ser reabastecido, na esperança de manter e reabastecer sua fé.

Assim posto, querido amigo, troque a murmuração pelo desabafo.

Deus o abençoe.

(Fonte: Revista Ultimato, publicado em Vida.net)

Atrás da tela

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Durante o período em que eu estava aprendendo a usar o computador comecei a ficar preocupado com o barulho que vinha dele. Parecia que ele estava trabalhando embora nada estivesse mudando na tela. Liguei imediatamente para o representante, preocupado e ele me respondeu:

Não se preocupe, provavelmente o computador está trabalhando em uma das funções por trás da tela e você não pode ver.

Comecei então a pensar na frase “por trás da tela” e comecei a perceber como eu era orientado visualmente. Preocupado por não ver o que estava acontecendo. Aí então lembrei-me do meu relacionamento com Deus e quão dependente eu sou de ver os resultados da sua atuação. Quando não vejo os resultados esperados, quando “nada” acontece eu assumo que Deus não está fazendo nada. Mas ele muitas vezes trabalho por trás da “tela da vida”. Se eu em determinados momentos não vejo a mão de Deus atuando me protegendo, guiando, eu posso estar seguro de que Ele está trabalhando a meu favor por trás da cena do cotidiano.

Existe uma situação na sua vida hoje que você não está vendo a ação de Deus? Talvez as circunstâncias da sua vida estejam resistindo qualquer tentativa de mudança que você já fez. Apesar de você ter a impressão de que nada está acontecendo, não desanime e busque a Deus pois Ele não está parado mas está “trabalhando por trás da tela da vida a seu favor”.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará.”
Bíblia, livro de Salmos, capítulo 37 verso 5

Texto Bíblico Utilizado: Salmos 37:5

(L. Roberto Silvado)

Fonte: Vida.net

O namoro é um aprendizado do amor

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Mas, afinal, o que é amar? O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há no ar uma “caricatura” do amor. Amor não egoísmo; isto é, preferência por mim, mas pelo outro. Amar não é gostar; gostamos de coisas, amamos pessoas. Se você treme de paixão diante de uma menina, e lhe diz: “eu te amo”, esteja certo de que você está mentindo, pois esta tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer.

Isto não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo. Amar não é apoderar-se do outro para satisfazer-se; é o contrário, é dar-se ao outro para completá-lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça. Você corre o risco de, insatisfeito, querer apaixonadamente agarrar aquilo que lhe falta; e isto não é amar. Assim o amor morre nas suas mãos.

Você só começará a compreender o que é amar, quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá-lo só para si, para satisfazer-se. Para amar de verdade, será preciso uma longa preparação, porque somos egoístas. Se você não aprender de verdade a amar, poderá construir um lar oscilante e de paredes frágeis, que poderão não suportar o peso do telhado.

As paixões sensíveis da adolescência não são o autêntico amor, mas a perturbação de um jovem que encontra diante de si os encantos e a novidade da masculinidade ou da feminilidade. Amar é dar-se, ensina-nos Michel Quoist.

Mas para que você possa verdadeiramente dar-se a alguém, você precisa primeiro “possuir-se”. Ninguém pode dar o que não possui. Se você não se possui, se não tem o domínio de si mesmo, como, então, você quer dar-se a alguém? Como você quer amar? Amar não é “ser fisgado” por alguém, “possuir” alguém, ou ter afeição sensível por ele, ou mesmo render-se a alguém.

Amar é, livre e conscientemente, dar-se a alguém para completá-lo e construí-lo. E isto é mais do que um impulso sensível do coração; é uma decisão da razão. Amar é uma decisão. E a decisão não é tomada apenas com o coração, empurrado pela sensibilidade. A decisão é tomada com a razão. O seu egoísmo é o seu tirano! A autenticidade do amor se verifica pela cruz. Todo amor verdadeiro traz o sinal do sacrifício. E é através desse sinal que você identifica o verdadeiro amor e o falso. Não há amor sem renúncia. Não foi isto que Jesus nos ensinou? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Ele mandou amar, mas amar “como Eu vos amo”. E como Ele nos amou? Até à cruz!

Prof. Felipe Aquino

(Fonte: Blog Canção Nova)